segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Medicina na Mesopotâmia Antiga-2ª parte

São apresentadas as características da medicina Mesopotâmica nas suas facetas principais: conceito de doença, curadores e prática. A doença era considerada um castigo divino ou resultante de uma influência maligna. Nessa base, a medicina começava por ser preventiva, pelo uso de amuletos apropriados, oferendas ou sacrifícios apaziguadores daquelas forças malignas. Por seu lado, o tratamento da generalidade das doenças privilegiava a expulsão daqueles espíritos e influências malignas do corpo do doente, purificando-o, pela intervenção específica de um ašhipu (clérigo-exorcista); não havendo resultados, o tratamento era prosseguido pelo asû (curador prático), que recorria a um conjunto de manipulações físicas, pequenos actos cirúrgicos e administração ou aplicação de prescrições medicamentosas variadas, resultantes da mistura de substâncias orgânicas e inorgânicas. Em caso de insucesso, os doentes poderiam recorrer aos serviços de um sacerdote-adivinho (bârû) que, pelo exame das vísceras de um animal especialmente sacrificado para o efeito, daria uma explicação final. Aparte esta faceta mais esotérica, substanciada em crenças religiosas e na magia, a medicina Mesopotâmica incluía conhecimentos racionais, decerto resultantes da observação sistemática dos doentes e interpretação da sua sintomatologia. Através desses conhecimentos referidos à época da Suméria, cuidadosamente anotados, refinados e transmitidos às gerações seguintes, foi construído um valioso conjunto de textos que abrangem a sintomatologia, diagnóstico e prognóstico das doenças mais comuns, actualmente identificáveis pela descrição interpretada.

Sem comentários:

Enviar um comentário