II - Disfunção endotelial e desenvolvimento das lesões aterotrombóticas
Quando prevalecem os factores de risco cardiovascular, o fenotipo endotelial evolui para um estado disfuncional sistémico caracterizado por diminuição da vasodilatação endotelial- dependente e pela expressão de sinais pró-inflamatórios, pró-coagulantes, próoxidantes
e proliferativos. No conjunto, aquelas alterações originam anomalias da perfusão, favorecem o desenvolvimento e progressão da aterosclerose, e estão na origem de eventos cardiovasculares de natureza aterotrombótica. Há evidência de que a disfunção endotelial é um factor predizente de risco e prognóstico dos eventos cardiovasculares, o que torna muito recomendável a caracterização do estado da função endotelial em todos os indivíduos susceptíveis, como medida preventiva da doença aterosclerótica e ou para orientação e acompanhamento de terapêuticas antiaterogénicas e das complicações aterotrombóticas.
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