quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ética Médica: Factos e Conflitos da Ciência Médica (2ª Parte)

Da Eugenia ao Holocausto.

As políticas de reforma social defendidas no início do século XX por alguns governos ocidentais incluíam a melhoria e preservação da “pureza da raça e do padrão físico, mental e de comportamento dos seus cidadãos”, inspiradas no movimento científico criado por Francis Galton em finais do século XIX. Os argumentos invocados pelo movimento eugenicista tiveram, nas primeiras décadas do século XX, uma rápida aderência pública, em especial por parte de cientistas, médicos e profissionais de saúde mental de diversos países da Europa Ocidental (sobretudo da Escandinávia, Reino Unido e Alemanha) e da América do Norte (Estados Unidos e Canadá). Entre 1910 e 1930, praticamente todos os livros então publicados sobre hereditariedade incluíam textos sobre a eugenia, a qual, junto com a higiene racial, era também matéria de ensino obrigatório em destacadas escolas médicas e na formação pós -graduação médica na década seguinte, particularmente na Alemanha nazi. Nesta mesma época assistiu -se a profunda interacção entre a investigação desenvolvida em instituições universitárias alemãs, no âmbito da eugenia e higiene racial, e a sua aplicação à política do III Reich.No presente trabalho são apresentadas as origens e princípios da Eugenia e as consequências da respectiva aplicação a determinados grupos populacionais, designadamente, pela esterilização coerciva e o extermínio físico.O Código de Nuremberga, a Declaração de Geneva e a Declaração de Helsínquia representam medidas correctoras estabelecidas nas décadas de 50 e 60 do século XX com o intuito principal de impedir a repetição daquelas anteriores atrocidades e violação dos direitos humanos fundamentais, extensivos à investigação médica.

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