sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Efeitos Hipolipemiantes Pleiotrópicos das Estatinas

As estatinas actuam através da inibição da enzima moduladora da biossíntese do colesterol, de que resulta um efeito hipolipemiante comum, com redução da colesterolemia e do nível sérico do colesterol e das lipoproteínas de baixa densidade (LDL). A par daquela acção, as estatinas originam efeitos adicionais secundários à inibição da síntese de isoprenoides, independentes da inibição da biossíntese do colesterol. Entre estes efeitos observados (in vitro, em modelos animais e na clínica), destacam-se as seguintes: modulação da função endotelial, remodelação da parede vascular, estabilização e reversão da lesão aterosclerótica, redução da área de enfarte e cardioprotecção, acções anti-inflamatória, anti-oxidante e antiimunitária, modulação da angiogénese, acção anti-trombótica, prevenção e redução da doença isquémica e redução de todas as causas de mortalidade. Na sua essência, os efeitos pleiotrópicos das estatinas afectam mecanismos que influenciam a estabilidade da placa de ateroma, além de revelarem outras potencialidades de aplicação clínica mais alargada. A tendência actual vai no sentido de recomendar ensaios clínicos mais aprofundados sobre os efeitos adicionais das estatinas, de modo a esclarecer diferenças de acção e repercussões antagónicas dose-dependentes, antes da sua utilização clínica em doentes com normocolestererolemia e outras patologias que eventualmente beneficiem daqueles efeitos.

Sem comentários:

Enviar um comentário