A contracção do músculo esquelético assenta num sistema de proteínas filamentosas (particularmente, a actina e a miosina) que deslizam entre si em plano paralelo. O processo ocorre na dependência de um mecanismo complexo, iniciado por um impulso nervoso que, ao ser transmitido ao retículo sarcoplásmico, induz o efluxo de iões cálcio para o sarcoplasma de cada célula muscular (miocito). Na sequência, é desencadeado o ciclo de interacções da actina com a miosina que subjaz à contracção muscular, o qual requer o consumo de energia química, por hidrólise do ATP.
O ATP é indispensável à contracção e, também, ao relaxamento muscular. Os níveis de ATP intracelular são assegurados, principalmente, pela oxidação completa da glicose e ácidos gordos e também pelo que provém da fosfocreatina, a qual existe nos miocitos em concentração cerca de cinco a seis vezes superior à daquele nucleótido.
A contribuição relativa da glicólise e da fosforilação oxidativa na regeneração do ATP varia com o tipo de fibras musculares. Enquanto a respiração celular prevalece nas fibras vermelhas, de contracção mais lenta, a glicólise é fundamental nas fibras brancas, de contracção rápida. A produção de ATP é controlada, essencialmente, pelo estado energético celular, regulado pelo ATP e nucleótidos derivados. Esta acção é exercida nas principais enzimas reguladoras das vias metabólicas envolvidas no processo, com reflexo no consumo de oxigénio pelos miocitos.
CLIQUE AQUI
Sem comentários:
Enviar um comentário